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Cigarro, destruição coletiva by falle criativo
dezembro 9, 2008, 1:03 am
Filed under: Pense e Reflita

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Uma coisa que te dá status, garante momentos de interação com amigos, ajuda a passar o tempo, faz uma fumaça cheia de estilo, é boa companhia pra cervejinha…

Pois é, se você ficou seco pra fumar um cigarro, ou mesmo para experimentar, saiba que isso se chama “product placement”, uma estratégia de marketing que coloca o produto nas mãos de celebridades, em filmes, novelas, eventos da moda e, obviamente, influencia todo mundo.

Claro que não são apenas os fabricantes de cilindros de nicotina que se valem disso. De chicletes a refrigerantes, todo mundo faz. Mas o cigarro tem uma diferença: ele mata. Mesmo.

O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.

 A revista The Economist comenta: “Os cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo. São também os únicos produtos (legais) que, usados como manda o figurino, viciam a maioria dos consumidores e muitas vezes o matam.” Isso dá grandes lucros para a indústria do tabaco, mas enormes prejuízos para os clientes.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, a vida dos fumantes americanos é reduzida, coletivamente, todo ano, em uns cinco milhões de anos ,cerca de um minuto de vida a menos para cada minuto gasto fumando.“ O fumo mata 420.000 americanos por ano”, diz a revista Newsweek. “Isso equivale a 50 vezes mais mortes do que as causadas pelas drogas ilegais”. 

Sabia que o cigarro matou mais gente que todas as guerras do século 20 somadas?

E que mata mais anualmente que todas as drogas ilícitas?

E que, ainda, a cada período de 12 meses morre mais gente por fumar do que em acidentes de trânsito?

As informações acima foram compiladas por Mario Cesar Carvalho, repórter da Folha de S. Paulo e autor do livro “O Cigarro”.

O jornalista afirma  que “a indústria do cigarro cometeu a maior fraude da história do capitalismo. Desde os anos 50, essa indústria sabe que cigarro provoca câncer, e o câncer de pulmão é um dos mais letais, mas só nos anos 90, 40 anos depois, é que passaram a admitir isso”.

Pois bem, por quatro décadas os fabricantes deram uma de joão sem braço e simplesmente pouparam os consumidores deste mero detalhe. Afinal de contas, pra quê avisar que aquele cara provavelmente vai morrer de forma gradativa por ingerir um monte de fumaça ao longo da vida?

Pensa comigo: 85% dos jovens do mundo vivem em países em desenvolvimento – 60% somente na Ásia; 23% estão na África, América Latina e Caribe.

Pensa mais: de 14 mil a 15 mil jovens começam a fumar por dia nos países ricos e de 68 mil a 84 mil nos países pobres.

Conclusão: é o nosso na reta. Sem muita crise de consciência, os caras espalharam a fumaceira por aqui mesmo, no terceiro mundo.

Aliás, baseando-se em sua bem sucedida experiência com o lado mais pobre do planeta, os fabricantes de cigarro sacaram que a globalização da diversidade de uso de tabacos é um mecanismo incrível para atrair a molecada.

Reparou que voltou a onda de narguilés em tudo que é canto? E aquela cigarreira fedida de canela? Pois é, eles existem pra aumentar sua tolerância social à danada da fumaça.

O cara não fuma cigarro, mas quer mostrar que também é descolado? Ah, compra um narguilé, seu amigo fuma o cigarro dele e ficamos assim, cada um com sua fumaça.

Sacou? É a estratégia para eliminar o colega pentelho que fornica a paciência do fumante pedindo pra ele parar de fumar.

E não sou eu que falo isso, é a OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Durante décadas, a indústria do tabaco manipulou cuidadosamente o teor de mentol não só para atrair jovens, mas também para amarrar os consumidores adultos por toda a vida”, afirma Howard Koh, professor de Saúde Pública e autor de um relatório da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.

Ainda segundo o estudo, o mentol esconde o aroma forte do tabaco e a irritação que causa, mas fornece a mesmo porção de nicotina que um cigarro comum, que é a substância viciante.

Fora isso, o lançamento de marcas mentoladas de cigarro vai contra acordo assinado em 1998 entre empresas tabagistas e governos do planeta, que proíbe a propaganda de cigarro direcionada a jovens.

“Este é outro exemplo do comportamento cínico da indústria do tabaco”, manifestou Gregory Connolly, co-autor do relatório.

Comente sobre isso.

Fonte: www.areaseg.com


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